terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Jiu Jitsu: A imobilização do UFC


Hoje em mais um capítulo da série sobre Artes Marciais (não se preocupe que não irá durar tanto quanto uma novela, não se preocupe), iremos falar de uma Arte Marcial que está sendo muito difundida na atualidade e está cada vez mais popular graças aos eventos de UFC e que no Brasil tem uma história que vai além de apenas um ou outro campeão mundial, por aqui ela desenvolveu um estilo próprio. Estamos falando sobre o Jiu-Jitsu!

A origem do Jiu-Jitsu também é japonesa, e remota de um tempo milenar. O interessante é que o número de estilos do Jiu-Jitsu chegou a ser mais de 700, dos quais os mais conhecidos são o Jiu-Jitsu atual, o Judô e o Aikidô, que falaremos em outros posts. O Jiu-Jitsu era tão importante para o império japonês que ele proibiu que o Jiu-Jitsu fosse ensinado para não japoneses e fora do Japão, sendo quem fizesse isso declarado traidor e levado à morte, com a sua família perdendo todos os bens. Essa situação só mudou quando começou a era Meiji (que fez várias transformações culturais e econômicas no Japão), fazendo com que as artes marcais fossem deixadas de lado como forma de defesa, já que com a transformação vieram as armas de fogo.
Competição de UFC
O Jiu-Jitsu não é um esporte Olímpico, já que o COI de certa forma considera ele como um esporte muito violento para estar presente nos Jogos. Por isso será dificilmente entrará numa olimpíada. Porém, o seu palco de sucesso é realmente os MMAs, torneios em que vários praticantes de várias artes se enfrentam em disputas que atualmente fazem grande sucesso. A arte é uma das que mais tem lutadores de destaque nesses eventos, assim como os de Muay Thai.
Os principais golpes usados nessa arte são as quedas e os de imobilização e estrangulamento, fazendo com que a maioria das vezes é comum que a luta se desenvolva no chão. Falo isso porque por mais que pareça que uma arte marcial só tenha uma fonte de ataques, isso é mentira, mesmo que nas lutas apareça somente um estilo, sempre são treinadas outras formas, já que as artes marciais o treinam pra vários tipos de situação. Vale lembrar que essa arte marcial não é de fácil adaptação, pois pode ser que você tenha que se adaptar a quedas freqüentes, o que pode ocasionar lesões em alguns locais, como as orelhas, que ficam bem características. 
O Saudoso Hélio Graice
Uma vez um amigo meu que é faixa roxa me falou que é necessário que se quebre essa cartilagem da orelha para que não tenha dor nessa parte na hora das muitas quedas. Isso é um mal necessário.

Não há como não falar da família Greice e das mudanças que fizeram no esporte, digamos que a grande diferença do Jiu-Jitsu Brasileiro para o tradicional foi a introdução dos golpes desferidos no chão. Conforme os brasileiros foram ganhando as competições internacionais, foram vendo que esse estilo realmente era muito bom e que hoje é a que mais tem crescimento de adeptos no mundo.

No sistema de faixas, a sequência é Faixa Branca, Cinza, Amarela, Laranja, Verde, Azul, Roxa, Marrom e por fim a Preta (até o 6º Grau), Preta com Vermelha (7º e 8º, que são o nível de Mestre) e por fim a Vermelha (9º e 10º, apenas para os Grão-Mestres). Essa também é uma arte muito interessante, e abaixo alguns vídeos com demonstrações de golpes, alguns conhecidos e outros nem tanto:



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Karatê: a arte japonesa

Caros leitores, em mais um post da série sobre as artes marciais, a arte da vez será o Karatê. Vale lembra que o objetivo da série é mostrar cada uma das principais artes marciais e os motivos de porque deve-se escolher uma a fazer, e também vale salientar que a arte marcial só deve ser usada em auto defesa, se quiser competir, existem os devidos locais, e a matéria de hoje sobre uma arte de competição.
O Karatê tem origens a quase mil anos atrás, na província de Okinawa, no Japão. Para quem não sabe, Okinawa é uma das províncias mais ao sul do Japão, e recebeu grande influência da China, e o Karatê também teve essa influência em sua origem.
Cena de Karatê Kid (1984)
O Karatê é considerado um esporte olímpico mas não faz parte do cronograma olímpico. É o seguinte: em 1999, o COI considerou que o Karatê tem o que é necessário para ser um esporte olímpico, mas ainda não há espaço no cronograma olímpico para isso. Está concorrendo a uma das vagas para 2016. Um dos motivos que dificultam essa entrada é o grande número de estilos e federações que existem no Karatê. Dessa forma só poderemos falar de algumas das mais conhecidas. Assim escolhi falar de alguns que são mostrados inclusive em dois filmes que se não viu, deveria ver: Karatê Kid (o original de 1984) e O Grande Dragão Branco (de 1988, que por sinal é um dos meus favoritos).
Luta estilo Olímpica
No Karatê há 3 pilares, o Kihon, que seriam as técnicas teóricas e básicas que todo praticante deve saber de acordo com o nível de sua faixa, o Kata são as técnicas de luta simulada e o Kumité são as técnicas de luta de fato (contato parcial ou full contact). Infelizmente os filmes geralmente não mostram com destaque o Kihon e o Kata, apenas o Kumite, mas aqueles movimentos de treino, são o Kihon e o Kata.
Por ter vários estilos, a graduação pode variar. Aqui no Brasil, há 13 Kyus, que são a mesma coisa que Gubs, que são as faixas Branca, Cinza, Cinza uma ponta, Cinza duas pontas, Amarela, a de uma, a de duas pontas, Verde, as suas pontas, a Marro e suas pontas, e por  fim a Preta que vai do 1º ao 10º Dan (o 10º Dan só é acessível ao presidente da Associação).
Técnica de Kihon
O Karatê está presente nos Jogos Panmericanos desde 2007 e nesse estilo o que importa é a intensidade do golpe e não a força, por isso são utilizados inclusive luvas nas mãos, já que não há a intenção de nocaute. Porém a a vertente mais livre, em que há um contato mais intenso (a que se mostra nos filmes que recomendei).
Cena de O grande Dragão Branco
Com questão aos golpes, há te´cnicas de defesa pessoal, técnicas de soco (não tão intensificadas quanto no Boxe) e chutes (também não tão altos quanto do Tae-Kwon-Do), sendo assim uma arte bem equilibrada e em que não é necessário métodos de enrijecimento forçado, que seria o famoso calejamento.Existem muitos artistas que além de interpretarem são adeptos do Karatê, como é o caso do ator belga Jean-Claude Van Damme. Nos eventos de MMA que hoje fazem sucesso, Lyoto Machida que é faixa preta de Karatê tem grande destaque e já conquistou o Cinturão dos Meios Pesados do UFC e teve uma grande sequência de vitórias.
Essa é mais uma arte que será apresentada na série, a seguir um vídeo com demonstrações:



domingo, 26 de dezembro de 2010

Krav Maga: A Arte de Defesa Pessoal


A partir de agora, vamos inaugurar um novo assunto aqui no blog, as artes marciais. É um assunto que me agrada muito por sinal, já que pratico uma delas há mais de 2 anos, não sou nenhum mestre mas já dá pra ter uma noção. Então, realmente recomendo que você faça alguma, e por isso vamos mostrar as principais. Se você  leitor tiver alguma arte que queira ver aqui também é só dar um aviso. Por já ter citado Israel no último post, vamos falar da arte marcial que foi criada por seu exército, o Krav Magá.


O Krav Magá tem uma peculiaridade em especial: é a unica arte marcial existente que é voltada na sua totalidade para a defesa pessoal. Resumindo, ela não é voltada para competição, porém isso não pode ser considerado um empecilho também, já que a auto-defesa é um dos principais motivos pelo qual você deve ingressar numa arte marcial.

O Krav Magá foi criado por Imi Lichtenfeld, que era do exército israelense e desenvolveu a arte ao longo de sua vida. Ele fundou a Associação Israelense de Krav Magá em 1978, e depois dessa fundação, o Krav Magá começo a ser expandir para o resto do mundo. O sistema de faixas é um pouco diferente da maioria, já que há 6 graduações colorias antes da preta, as faixas branca, amarela, laranja, verde, azul e marrom, nessa ordem, que seriam os Gubs. A Faixa preta vai do 1º ao 5º Dan, do 6º ao 9º Dan a faixa é Vermelha branca e o 10º Dan é Faixa Vermelha, mas somente o presidente da associação pode chegar a esse nível.
Para quem ficou boiando com relação ao Gub e Dan, a diferença é a seguinte, a graduação em Gub é para os iniciantes, que ainda não tem um profundo conhecimento da arte. O Dan é a graduação dos experientes, geralmente os faixas pretas, que tem a autoridade para ensinar a arte além de praticá-lá, e os vários níveis de experiência são diferenciados através do Dan. Há ainda em algumas artes os Pooms, que são níveis intermediários ente os Gubs e os Dans, que são graduados aos que ainda são muito jovens para serem nível Dan, mas são mais experientes que os Gubs.

As técnicas utilizadas são as mais variadas possíveis, e o objetivos são claros: se defender não importa com qual meio. Dessa forma,os contra-ataques utilizados costumam visar as partes mais sensíveis do adversário: Olhos, órgãos genitais, garganta, joelhos, etc. Também é necessário o uso da agilidade para se livrar de situações de risco. As defesas contar objetos e armas de fogo também são treinadas nessa arte e não é descartada a fuga como formam de defesa.


Na atualidade todos os organismos de defesa de Israel utilizam o Krav Magá com forma de treinamento, assim como órgão de defesa dos EUA, e há muitos guarda costas pelo mundo que são especialistas na arte, como por exemplo os guarda costas da Taça da Copa do Mundo.Aqui no Brasil, a arte está em franca expansão e nem é complicado achar pelo menos uma academia com instrutores dessa técnica, então, se quiser saber como ela funciona na prática, é só ir na academia mais próxima que tiver essas aulas. Abaixo seguem alguns vídeos de demonstração da arte, mas só digo uma coisa, não queria brigar com esses caras num ônibus.





sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Especial de Natal Parte 2: Jerusalém

Mapa da Região
Hoje temos a parte dois do especial de Natal. É claro que não deixaria de lado de falar sobre o lado mais importante do Natal, que é o nascimento de Jesus. Essa parte infelizmente na atualidade é quase deixada em segundo plano na data que hoje em dia é muito comercializada. Mas ainda há muitas familias que lembram e continuam a tradição. Como a alçada do blog são os esportes, vamos falar sobre como é o esporte na região próxima a Jerusalém, cidade onde a mais de 2 mil anos nasceu Jesus!
Então, Jerusalém fica situada no Oriente Médio, na região próxima ao Egito e o Mar Mediterrâneo. É uma cidade que é disputada por três nações: Israel, Palestina e Jordânia, não entrarei no mérito religioso pois senão esse post iria acabar daqui a dois anos. É sobre esses países que iremos falar nessa data especial.
Delegação da Palestina em Pequim
Quando pensei em falar sobre os esportes populares desses países, tive uma grande surpresa, em ambos o Futebol e o Basquete são os mais populares nos 3 países. Porém há uma peculiaridade: Israel apesar de localizar-se na Ásia, foi retirado das confederações esportiva por lá devido aos conflitos com os países árabes e, desde então disputa os campeonatos como um país da Europa.
Seleção de Futebol Israelense
Desde então, as equipes de Israel disputam a UEFA Championship League e a UEFA Europa League, mas os times não conseguiram grandes conquistas, apesar de apresentarem grande evolução. Os principais times são o Maccabi Tel-Avi, Hapoel Tel-Aviv e o Maccabi Haifa. Na Palestina, apesar de não ser um estado independente, é reconhecida pela FIFA e é membro da AFC, está começando sua liga nacional, que ajuda a manter o movimento de autonomia. Na Jordânia, os clubes de futebol Al-Faisaly e Nadi Shabab Al-Ordon já venderam (o primeiro duas e o segundo uma vez) a Copa da AFC, que seria equivalente a nossa querida Copa Sulamericana! Em Copas do Mundo, apenas Israel disputou uma vez, foi em 1970, aonde perdeu um jogo (para o Uruguai) e empatou com a Itália e Suécia. Israel também conquistou a Copa da Ásia em 1964, antes de ser expulsa!
Carro disputando a etapa da Jordânia de Rally
No basquete, a Jordânia conseguiu vaga para o ultimo mundial, em 2010, não veceu nenhum jogo, mas por muito pouco não surpreendeu a Austrália. Israel também disputou esse mundial por duas vezes, em 1954 quando parou na primeira fase e em 1986 quando chegou a segunda fase. Porém em clubes, o Maccabi Tel-Aviv conquistou por 5 vezes a EuroLiga e chegou a final em mais 8 ocasiões, totalizando 13 finais. 
Na Jordânia ainda é grande o número de fãs de Tênis e em Israel a tradição no Xadres é forte, tanto que tem campeões mundiais e já sediou um mundial inclusive. Por essa região, fico na torcida para que ela consiga ficar em paz o mais rápido possível, e dá pra perceber que els não são tão diferentes assim.
Banner do evento de MMA na Jordânia
Em artes marcias, o destaque é o Krav Maga, arte criada pelos israelitas que é a única no mundo voltada apenas para a defesa pessoal e no último dia 8, ocorreu o primeiro evento de MMA na Jordânia. Em abril também ocorreu na Jordânia uma etapa do Circuito Mundial de Rally(WCR). Também não podemos esquecer que todas essas nações enviam representantes aos Jogos Olímpicos, sendo que apenas Israel conquistou medalhas, 7 no total, sendo uma delas de ouro no Windsurf.
Agora, como esse especial diferente mostrando o esporte em regiões muito singulares, voltaremos com o roteiro normal, porém quero desejar a todos um FELIZ NATAL! 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Especial de Natal Parte 1: Lapônia

O Efeito da Aurora Boreal

Esse ano de 2010 está chegando ao fim, e o Natal está se aproximando, então, para comemorar, decidi fazer matérias especiais sobre o Tema, no qual hoje falaremos sobe a Lapônia. Mas o que é a Lapônia? O que ela tem de haver com o Natal? E principalmente, porque falar dela num blog esportivo? Bom, tentarei responder isso a seguir!
Estação de Ski da Lapônia
    A Lapônia é uma nação não independente que está situada na região da Escandinávia (extremo norte Europeu), e sua área está situada em partes da Noruega, Finlândia, Suécia e Rússia. É uma região Muito fria e que tem belas imagens de efeitos de Aurora Boreal, por incríveis 200 dias ao Ano. Porém o que liga esse espaço territorial singular ao Natal é o fato de considerarem essa região como a casa do Papai Noel! Isso mesmo, os Lapões (povo nativo da Lapônia) acreditam que o Papai Noel vive nessa região, mais precisamente na cidade de Rovaniemi, aonde inclusive há um endereço oficial do Papai Noel, aonde localiza-se seu escritório milhares de crianças enviam cartas com os mais diversos pedidos de Natal, e muitos são realizados por voluntários! Há também um park dedicado na cidade, o Santa Park, que recebe milhares de visitantes por ano.
    Seleção Masculina da Lapôni
      Agora vamos ao que nos interessa, os esportes! Como devem imaginar, a Lapônia não é uma potência esportiva, mas também pudera, ela nem é um país independente, e com temperaturas abaixo de -50º C, os esportes de verão não são muito praticados. Mas por mais incrível que possa parecer, a Lapônia é campeã Mundial de Futebol! Foi no ano de 2006, quando venceu Mônaco por 21 a 1 na final, claro que não é a Copa do Mundo da FIFA, mas sim a VIVA Copa do Mundo, que é realizada com a participação de nações não filiadas a FIFA, para mostrar ao mundo os povos que lutam pela independência.
      Escritório do Papai Noel
      Seleção Feminina da Lapônia
      Há outros esportes que são muito praticados por lá, todos os de gelo, e há vários eventos de Ski durante o ano. Se contarmos os resultados da região, a Finlândia tem uma enorme tradição no Automobilismo, tendo por exemplo 3 pilotos campeões de Fórmula 1: Keke Rosberg em 1982, Mika Häkkinen em 1998 e 1999 e Kimi Räikkönen em 2008. No rally e em outras categorias do esporte a motor o país também tem tradição. A Suécia tem grande tradição no Hóquei no Gelo e demais esportes aquáticos e também já apresentou grandes campanhas em Copas do Mundo de Futebol, a Dinamarca também tem pela primeira vez um time nas Oitavas de Final da UEFA Championship League, o FC København. Essa região tem um certo sucesso no esporte e tem tudo a ver com o Natal. Na 2ª parte iremos falar sobre uma cidade muito especial e ver se tem esporte por lá também, adivinhem qual é! Feliz Natal a todos!

      sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

      Kabaddi: mais uma visita a Ásia!

      Hoje, devo dar uma parada nos assuntos futebolísticos que são discutidos em quase todo lugar e voltar a falar de um esporte por aqui quase desconhecido. Pois bem, vou falar sobre mais um esporte dos Jogos Asiáticos, o Kabaddi, que por sinal se assemelha muito com o nosso Pega Pega ou o Pique Bandeira (só que sem as Bandeiras), que jogávamos na infância. Na verdade, apenas lembra.
      O esporte tem mais de 4 mil anos de história, tendo origem na região conhecida como Sul da Ásia (índia, Nepal, Paquistão, etc), sendo um esporte muito popular na Índia e é o esporte nacional em Bangladesh. O jogo tem bastante sucesso pelo fato de não ser necessário um grande espaço para o jogo (campo com 10m x 12,5m) e também não necessita de equipamentos específicos. O Kabaddi é jogado por 2 equipes com 7 jogadores cada, e um jogador por rodada, avança para o campo adversário gritando Kabaddi, então um defensor aceita o desafio e tenta interceptar o atacante, o que ocorre com golpes de imobilização (os golpes são parecidos com os do Judô ou do Jiu-Jitsu), se o defensor interceptar, é ponto para o time defensor e o atacante é eliminado , se o atacante escapa, o ponto é para o time que está atacando.
      Um fato curioso do esporte é que ele já participou de uma edição de Olimpíada, a de Berlim(Alemanha) em 1936, só que como esporte de exibição. Nos Jogos Asiáticos, foi incluído definitivamente em 1990. O primeiro Mundial ocorreu em 1991, mesmo ano de fundação da World Kabaddi Federation.
      A primeira federação criada foi a Federação Indiana de Kabaddi(KFI) em 1950, criando também as primeiras regras.
      As mulheres também disputam o esporte
      Aqui no Brasil, a partir de 1999 o esporte passou a ser integrado em projetos sociais no estado de Minas Gerais, e já vem colhendo resultados, já que o Brasil foi vice-campeão mundial na última edição em 2010 perdendo para a índia na Final. Esse sucesso brasileiro em muito se deve a ginga e a habilidade em artes marciais como ocorre no Sepaktakraw que já foi falado no blog.
      Bom, se você ainda está boiando sobre o esporte, o vídeo abaixo de uma partida do mundial pode ajudar. Até mais!

      terça-feira, 14 de dezembro de 2010

      TP Mazambe: A marca de uma nova era!

      Hoje, acabou de ocorrer um fato histórico no futebol. Como todos devem saber, o TP Mazambe da República Democrática do Congo conseguiu se classificar para a final do Mundial de Clubes da FIFA 2010, pela primeira vez um clube ou seleção  da África chega numa final de um mundial profissional!. Mas porque isso ocorreu somente agora? Não me refiro apenas aos africanos, mas aos outros continentes com excessão ao europeus e sul-americanos, nenhum outro continente havia conseguido tal feito.
      Bom, nas Copas do Mundo, a África não teve representantes em 7 ocasiões, mas foram por diversos problemas que não são a questão de hoje e conseguiu chegar as quartas de final em 3 ocasiões. A África com seleções já havia sido campeã dos Jogos Olímpicos de Futebol com a Nigéria (1996) e com Camarões (2000). Porém eram conquistas na categoria sub-23, não sendo no profissional. 
      O inusitado goleiro Kidiaba
      Nos campeonatos de clubes, há uma eterna discussão, de 1960 a 2004 ocorreram confrontos entre os campeões da Europa e da América do Sul, na Copa Inter-continental, que muitos consideram como mundial. A primeira participação de um clube africano ocorreu em 2000, no Mundial de Clubes organizado pela FIFA, no qual participou o Raja Casablanca (MAR) que não foi muito bem, mas a questão não é essa. Existem muitas pessoas que não reconhecem esse torneio por uma afirmação: que sempre deveria ocorrer um confronto entre um sul-americano e um europeu, senão não seria mundial. No ano 200 dois times sul-americanos fizeram a final e isso contrariava essa tese. Porém hoje o TP Mazembe da República Democrática do Congo mostrou ao mundo que não existem apenas 2 continentes que jogam futebol, e que, apesar das diferenças técnicas, o futebol pode nos proporcionar surpresas (em 2005 e 2006 os sul-americanos venceram os europeus jogando mais defensivos do que o Mazembe hoje). Sendo assim, agora os que criticavam o Mundial que tinha dois representantes sul-americanos numa final, terão que aceitar uma final sem nenhum. Agora, só me resta dar os parabéns aos jogadores do TP Mazembe que já fizeram e modificaram a história dos Mundiais de Clubes, que agora dá pra saber que só ocorreu pela sétima vez. Daqui para frente, teremos que ter mais respeito e procurar ter um conhecimento maior sobre os campeões dos outros continentes para não sermos surpreendidos novamente!